MovApLarNúcleo Regional do Sul Horário de funcionamento: todas as 3ªs e 5ª feiras, das 10 às 13.00 horas.
No I.P.O. de Lisboa
Como sabemos, o Laringectomizado não é um indivíduo sem voz, porque praticamente todos os Laringectomizados podem conseguir exprimir-se por uma voz de substituição, conseguida
Pela aprendizagem da voz esofágica;
Por comunicação através de ajuda vocal electrónica;
Por técnicas cirúrgicas ou por colocação prévia de uma prótese vocal.
Em qualquer das situações, temos que ter permanentemente presente que é necessária
FORÇA DE VONTADE
Daí ter sido adoptado pelo MovApLar um lema que sintetiza este factor importante em três expressões curtas:
EU PENSO – EU QUERO – EU FALO
Os objectivos do MovApLar são os seguintes:
· Colaborar nas campanhas de prevenção desenvolvidas pela Liga, na sua área específica;
· Levar aos futuros ou recém-operados, bem como as suas famílias, o apoio emocional;
· Visitar, apoiar confortar estes doentes, durante a sua hospitalização e, em colaboração total com a equipa médica que os trata, entusiasmá-los a iniciar a aprendizagem da sua voz;
· Incitar estes doentes a fazer a sua reinserção na vida familiar e social, promovendo contactos com antigos operados recuperados;
· Apoiar os Laringectomizados na aquisição de meios de protecção.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
TROCA DE AMIZADES DE LARINGECTOMIZADOS
amigo Orlando
gostei imenso da sua mensagem,já agora eu sou o Fernando Nelhas da Silva
53 anos e fui operado em 29 Setembro de 2007 no IPO neste momento estou
com uma ligeira infecção das vias respiratorias, mas penso que rapidamente
vai passar, sou voluntario no IPO e contacto com doentes antes e depois da
operação.
Antes para os tentar preparar para os que os espera e depois no apoio moral.
Fico contente com o seu trabalho no HPV espero que tenha mais amigos a
dar-lhe apoio.
Amigo Orlando eu não consegui ver os seus Blogues porque não me mandou
os endereços dos respectivos,so tendo os endereços e que posso visita-los.
Agradecia pois que mos enviasse assim que lhe for possivel.
Fico pois a aguardar noticias suas amigo Orlando
Grande abraço
Fernando Nelhas
2009/4/24 orlando manuel goncalves monteiro monteiro <orlandomgmonteiro@live.com.pt
Ora muito boa tarde amigo FERNANDO SILVA inicialmente vou-me apresentar sou Orlando Monteiro tenho 60 anos de idade e sou um LARINGECTOMIZADO fui operado no dia 10 de Janeiro de 2007 uma LARINGECTOMIA TOTAL no hospital pulido valente a vida cotinua a maior dificuldade é as secreções no entanto tudo bem dando um passo cada dia falo por voz esofágica rasoavelmente é claro que não tem nada como antes. Fiquei muito satisfeito quando recebi a sua mensagemespero que já tenha ido aos blogues eu não percebo nada de internet nem de computadores no entanto sempre vai dando para entreter a dizer mal das coisas que me queriam matar. Amigo a finalidade é conseguir o maior contacto com doentes da patalogia da voz e tentar dar oportunidade aos que vierem até a mim por estemeio poderem se sentir felizes e fazerem-me a mim tambem.Espero contar consigo com apoio a levarmos isto para a frente olhe que com presistencia consegui quese realiza-se o 1º encontro de LARINGECTOMIZADOS do HPV que se fez no dia MUNDIAL DA VOZ no dia 16 deste mês fico a aguardar noticias suas esperando que se encontre em forma receba um forte abraço. ORLANDO MONTEIRO
gostei imenso da sua mensagem,já agora eu sou o Fernando Nelhas da Silva
53 anos e fui operado em 29 Setembro de 2007 no IPO neste momento estou
com uma ligeira infecção das vias respiratorias, mas penso que rapidamente
vai passar, sou voluntario no IPO e contacto com doentes antes e depois da
operação.
Antes para os tentar preparar para os que os espera e depois no apoio moral.
Fico contente com o seu trabalho no HPV espero que tenha mais amigos a
dar-lhe apoio.
Amigo Orlando eu não consegui ver os seus Blogues porque não me mandou
os endereços dos respectivos,so tendo os endereços e que posso visita-los.
Agradecia pois que mos enviasse assim que lhe for possivel.
Fico pois a aguardar noticias suas amigo Orlando
Grande abraço
Fernando Nelhas
2009/4/24 orlando manuel goncalves monteiro monteiro <orlandomgmonteiro@live.com.pt
Ora muito boa tarde amigo FERNANDO SILVA inicialmente vou-me apresentar sou Orlando Monteiro tenho 60 anos de idade e sou um LARINGECTOMIZADO fui operado no dia 10 de Janeiro de 2007 uma LARINGECTOMIA TOTAL no hospital pulido valente a vida cotinua a maior dificuldade é as secreções no entanto tudo bem dando um passo cada dia falo por voz esofágica rasoavelmente é claro que não tem nada como antes. Fiquei muito satisfeito quando recebi a sua mensagemespero que já tenha ido aos blogues eu não percebo nada de internet nem de computadores no entanto sempre vai dando para entreter a dizer mal das coisas que me queriam matar. Amigo a finalidade é conseguir o maior contacto com doentes da patalogia da voz e tentar dar oportunidade aos que vierem até a mim por estemeio poderem se sentir felizes e fazerem-me a mim tambem.Espero contar consigo com apoio a levarmos isto para a frente olhe que com presistencia consegui quese realiza-se o 1º encontro de LARINGECTOMIZADOS do HPV que se fez no dia MUNDIAL DA VOZ no dia 16 deste mês fico a aguardar noticias suas esperando que se encontre em forma receba um forte abraço. ORLANDO MONTEIRO
Paralisia das cordas vocais
Paralisia das cordas vocais
CAUSAS
As cordas vocais movem-se graças à acção dos músculos laríngeos, controlados pelo sistema nervoso. Os impulsos que regem os seus movimentos são gerados no córtex cerebral, passando posteriormente para o bulbo raquidiano, onde se encontra o núcleo de origem do nervo vago ou X par craniano. Este nervo, para além de controlar a mobilidade de inúmeros órgãos internos, emite ramificações específicas que inervam os músculos da laringe: o nervo laríngeo superior, que rege a mobilidade do músculo cricotiróideo, e o nervo laríngeo inferior ou nervo recorrente, que faz o mesmo com o resto da musculatura que acciona as cordas vocais. A paralisia das cordas vocais pode ser provocada por um problema em qualquer ponto deste circuito. De qualquer forma, só em casos excepcionais é que se trata de uma patologia do sistema nervoso central, embora possa ser originada por traumatismos, tumores e acidentes vasculares cerebrais ou corresponder a apenas mais uma manifestação de doenças neurológicas difusas. Contudo, o mais frequente é ser provocada por uma alteração que interrompe a transmissão dos estímulos no nervo vago ou de algum dos nervos laríngeos, podendo tratar-se de uma alteração difusa que afecta estes nervos entre outros, no decurso de um processo inflamatório (neurite) originado por uma infecção, normalmente viral, ou como consequência de uma intoxicação (chumbo, arsénico). Na maioria dos casos, trata-se de uma compressão ou lesão em algum ponto do seu percurso. De qualquer forma, os nervos que regulam os movimentos das cordas vocais podem ser comprimidos perante o desenvolvimento de tumores situados no pescoço ou no tórax (cancro broncopulmonar, do esófago, da tiróide) ou por lesões resultantes de traumatismos cranianos ou vertebrais. De facto, existem inúmeras patologias desta zona que podem provocar a paralisia de uma corda vocal ou de ambas, em casos mais raros, existindo situações em que um dos nervos é acidentalmente danificado durante uma intervenção cirúrgica - por exemplo, na extracção da tiróide no decurso do tratamento de um cancro desta glândula.
MANIFESTAÇÕES
A paralisia unilateral costuma manifestar-se através de uma alteração característica na emissão dos sons denominada voz bitonal, em que cada corda vocal vibra com uma tensão distinta. Embora seja praticamente impossível falar alto, não costuma provocar grandes problemas respiratórios, pois a corda vocal saudável mantém-se activa e a passagem de ar nunca fica completamente obstruída.
Em caso de paralisia bilateral, a situação é diferente, tanto no que diz respeito à fonação como à respiração. Por um lado, a voz tem uma intensidade muito limitada, apesar de manter uma boa qualidade. Por outro lado, como as cordas vocais paralisadas não conseguem dobrar-se até às paredes da laringe, a abertura da glote não é total, podendo permanecer fechada, com graves repercussões para a respiração. Quando a fenda entre ambas as cordas vocais fica semiaberta, permitindo a passagem de alguma quantidade de ar, provoca uma dificuldade respiratória de intensidade variável, acompanhada por um ruído rude em cada respiração. Mas, quando a glote fica praticamente fechada, origina uma insuficiência respiratória de máxima gravidade que necessita de um tratamento de urgência.
TRATAMENTO
A terapêutica baseia-se, sobretudo, em eliminar a causa, quer seja através da administração de anti-inflamatórios, para tratar a inflamação de um nervo, ou mediante o recurso à cirurgia, para libertá-lo no caso de se encontrar comprimido por um tumor. No entanto, isto nem sempre é possível devido ao desconhecimento da causa da paralisia ou por esta se dever a uma lesão irreversível de um nervo laríngeo. Nestes casos, só é possível empreender as medidas mais adequadas para corrigir as alterações da fonação ou solucionar os problemas respiratórios.
Na paralisia unilateral, na maioria dos casos de evolução espontânea favorável, pode ser útil o paciente praticar exercícios de terapia da fala para fortalecer a corda vocal ilesa e, assim, alcançar uma melhoria da voz. Quando o problema se prolongar ou for irreversível, pode-se recorrer à cirurgia, procedendo-se, por exemplo, ao implante de material sintético do tipo teflon na corda vocal afectada.
Na paralisia de ambas as cordas vocais, o tratamento visa solucionar a consequente insuficiência respiratória, por vezes tão grave que coloca em perigo a vida do paciente. Neste caso, o médico pode ver-se obrigado a efectuar uma traqueostomia, ou seja, uma abertura da traqueia, mediante uma incisão no pescoço, de modo a introduzir uma cânula que permita o acesso do ar aos pulmões.
TIPOS DE NÓDULOS E PÓLIPOS DAS CORDAS VOCAIS
Nódulos e pólipos das cordas vocais
TIPOS
Um nódulo corresponde a um tumor reduzido e especificamente localizado do tamanho de uma cabeça de alfinete. Na maioria dos casos, a formação de nódulos simétricos em ambas as cordas vocais no sítio de maior fricção das mesmas é provocada pelo forçar da voz, normalmente no ponto de união do terço anterior e dos dois terços posteriores. O pólipo é uma formação também pequena; mas, embora de tamanho variável, é sempre maior do que os nódulos, pois pode atingir o tamanho de uma ervilha. O tumor sobressai da corda vocal e tende a dilatar-se durante o seu crescimento, até que a massa fica unida à sua superfície através de um pedúnculo. Na maioria dos casos, apenas se forma um único pólipo. No entanto, por vezes, podem-se constituir duas ou mais formações.
CAUSAS
A formação dos nódulos e dos pólipos é provocada pela irritação repetida ou persistente das cordas vocais. Habitualmente, são originados por uma má utilização ou abuso da voz, mas também pela acção de substâncias irritantes. A má utilização da voz consiste, regra geral, na utilização de um timbre ou de um tom de voz forçado, sobretudo quando se utiliza artificialmente uma frequência baixa, enquanto que o abuso consiste simplesmente em vociferar. De facto, em alguns casos, estas lesões aparecem em crianças que costumam comunicar através de gritos, em vendedores ambulantes que apregoam com insistência a sua mercadoria e em telefonistas, oradores, políticos, cantores e professores que, para se fazerem ouvir, têm de levantar o tom de voz, abusando das frequências baixas e provocando tensão das cordas vocais e a sua repetida fricção num ponto localizado, o que dá origem a uma tumefacção nessa zona, com a possível formação de um nódulo. Esta situação acaba por conduzir a uma proliferação exagerada de fibras no tecido conjuntivo, com o consequente desenvolvimento de um pólipo. Pode ter consequências semelhantes a uma inflamação crónica das cordas vocais, devido a inalação repetida de substâncias irritantes, sobretudo o fumo do tabaco, mas também aos pós e vapores presentes no ar. É muito comum estas doenças afectarem os fumadores ou pessoas que trabalham em ambientes repletos de fumo e pó.
MANIFESTAÇÕES
O sintoma mais típico é a rouquidão, que em termos médicos se denomina disfonia, tratando-se de uma característica alteração do timbre ou das habituais qualidades da voz.
Os nódulos costumam originar uma rouquidão de intensidade variável, por vezes muito intensa. Em alguns casos, quando se abusa pontualmente da voz, transforma-se numa verdadeira afonia, que quase impossibilita a fala, não permitindo cantar. No entanto, não costuma provocar qualquer outro tipo de problemas.
Por outro lado, os pólipos costumam provocar, para além da rouquidão, uma tosse irritante e, se forem muito volumosos, podem chegar a obstruir o interior da laringe, levando a uma dificuldade respiratória de maior ou menor intensidade. 0 grau de disfonia varia de caso para caso, consoante o tamanho e a localização dos tumores, mas também pode passar por grandes alterações no mesmo paciente, conforme a posição adoptada pelos pólipos quando pendem de um pedúnculo que lhes concede um maior ou menor grau de mobilidade.
TRATAMENTO
A primeira medida terapêutica essencial para parar a progressão das lesões consiste em eliminar a causa, quer esta seja a má utilização da voz ou a exposição a substâncias irritantes.
Em caso de nódulos, é fundamental a colaboração de um terapeuta da fala que ensine exercícios para reeducar a voz, um requisito indispensável para travar a evolução do problema e, por vezes, suficiente para o atenuar. Quando as alterações da voz são intensas ou têm tendência para piorar, imprescindível manter a voz em repouso, sendo bastante úteis as inalações de vapor. O médico também pode indicar a utilização de anti-inflamatórios potentes, do grupo dos costicosteróides, com o intuito de alcançar uma rápida melhoria da voz. Caso os problemas não melhorem ou piorem com frequência, pode ser necessário efectuar uma intervenção cirúrgica para extrair os nódulos.
Relativamente aos pólipos, o problema apenas se costuma resolver através da cirurgia. De qualquer forma, é igualmente importante evitar os factores causadores, com vista a impedir a sua recorrência - neste sentido, é muito útil efectuar sessões com um terapeuta da fala para reeducar a voz.
A intervenção efectua-se com técnicas de microcirurgia que permitem eliminar unicamente os tumores através de bisturi ou mediante a utilização de laser, respeitando as restantes cordas vocais. Trata-se de uma operação que exige muita perícia do cirurgião e não provoca grandes problemas ao paciente, pois realiza-se sob anestesia local e, em muitos casos, nem sequer necessita de hospitalização. Após uma curta convalescença, a voz regressa ao normal, ainda que o cirurgião indique, por vezes, sessões com o terapeuta da fala para favorecer a recuperação.
LARINGOSCOPIA
Laringoscopia
Laringoscopia indirecta. É o método mais utilizado, pois é fácil de se realizar, sendo igualmente pouco incómodo para o paciente e proporciona ao médico muitas informações sobre o estado da laringe e das cordas vocais. Consiste em observar o interior da laringe através de um pequeno espelho circular unido a um longo cabo que se introduz até a garganta, colocando-o inclinado sobre a parte posterior do palato: ao iluminar o espelho com uma lâmpada ou com um feixe de luz reflectido num espelho à sua frente, o médico consegue observar a laringe. Geralmente, antes de se efectuar o exame, pulveriza-se um anestésico local sobre a garganta, para evitar o aparecimento de náuseas ou o desencadeamento do reflexo do vómito perante a introdução do espelho em profundidade.
Laringoscopia directa. caso, utiliza-se um instrumento especial, denominado laringoscópio, um tubo composto por um sistema óptico através do qual, uma vez introduzido na boca, é possível observar-se com precisão a laringe. Existem vários modelos de laringoscópios, uns mais rígidos, outros mais flexíveis. Quando se utiliza um laringoscópio rígido é preciso efectuar o exame sob anestesia geral; quando se utiliza um laringoscópio flexível, normalmente, é suficiente a aplicação de um sedativo suave. Durante a laringoscopia directa, o médico pode introduzir através do tubo pinças e outros instrumentos, o que possibilita a remoção de amostras dos tecidos (biopsia) e a realização de pequenas intervenções cirúrgicas.
Resultados. O médico obtém uma informação imediata sobre o estado da laringe - normalmente, o suficiente para fazer o diagnóstico. Caso se trate de uma laringoscopia directa, pode-se anexar uma câmara de vídeo ao aparelho, para observar as imagens ampliadas num monitor. Contudo, quando se efectua uma biopsia, podem ser necessários vários dias até se conhecer o resultado.
LARINGITE AGUDA
Laringite
LARINGITE AGUDA
Esta forma de laringite corresponde a uma inflamação da mucosa laríngea de origem infecciosa, apresentando-se subitamente e com uma curta duração, pois tende a resolver-se de maneira espontânea ao fim de alguns dias ou pouco mais de uma semana. Os microrganismos responsáveis pela inflamação podem chegar à laringe directamente do exterior com o ar inspirado, mas muitas vezes são provenientes de uma infecção prévia nas fossas nasais ou na faringe, surgindo como uma complicação de uma rinite ou de uma faringite. Por outro lado, habitualmente, a laringite aguda pertence ao quadro clínico de doenças infecciosas, tais como a gripe, o sarampo ou a tosse convulsa, podendo igualmente surgir ao longo de um processo inflamatório generalizado das vias aéreas inferiores (laringotraqueobronquite).
Existem alguns factores que favorecem a infecção da faringe, na medida em que provocam uma redução nos seus mecanismos de defesa, como é o caso da exposição ao frio ou das alterações bruscas de temperatura - daí que a doença seja mais frequente no Inverno. Existem outros factores que, para além de originarem uma certa predisposição para a doença, podem provocar uma inflamação da mucosa que reveste o canal, incluindo as cordas vocais presentes no seu interior: o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, respirar ar repleto de fumo, pó ou vapores irritantes, o abuso ou a má utilização da voz. É por isso que os fumadores, os alcoólicos, as pessoas que têm uma actividade laboral que os obriga a forçar a voz em excesso (como os professores ou os vendedores ambulantes) e os trabalhadores em atmosferas contaminadas sem a devida protecção têm uma certa predisposição para sofrerem de episódios repetidos de laringite aguda.
Manifestações e evolução. Inicialmente, a doença costuma manifestar-se com os sintomas típicos de uma infecção das vias aéreas superiores: dor de cabeça, cansaço, dores musculares e febre, por vezes associados a secreções nasais próprias de uma rinite ou a uma dor de garganta presente na faringite. A inflamação da laringe provoca uma súbita alteração da voz, com a típica rouquidão ou até com afonia, além de uma sensação de aspereza na garganta, que produz rouquidão e tosse seca.
Os sintomas descritos mantêm-se ou acentuam-se durante alguns dias, mas acabam rapidamente por ceder, enquanto a tosse seca transforma-se em tosse produtiva para desaparecer completamente ao fim de uma semana ou dez dias após o seu início.
Diagnóstico e tratamento. O médico não costuma ter dificuldade em diagnosticar uma laringite aguda, pois basta efectuar uma laringoscopia indirecta, através da introdução de um pequeno espelho na garganta do paciente, para visualizar o reflexo da tumefacção da mucosa laríngea no mesmo. Somente em alguns casos raros é necessário solicitar outros exames complementares, tais como um escuto radiológico ou um exame directo e cultural da expectoração para identificar o microrganismo responsável pela infecção.
O tratamento baseia-se em manter a voz em repouso durante alguns dias e na eliminação de qualquer factor irritante (tabaco, álcool, atmosferas contaminadas), aos quais se pode adicionar a administração de medicamentos anti-inflamatórios e anti-sépticos, se for necessário, através de aerossóis ou gargarejos, fármacos antitússicos (contra a tosse), antipiréticos (contra a febre) e antibióticos, embora estes últimos apenas sejam prescritos em caso de infecção bacteriana. Outras medidas muito úteis para reduzir os problemas ao longo do tratamento da doença são a prática de inalações de vapor de água e uma abundante ingestão de líquidos.
EPIGLOTITE AGUDA
A epiglotite aguda corresponde a uma inflamação súbita da mucosa que reveste a epiglote, a cartilagem encarregue de cobrir a entrada do canal durante a deglutição. Trata-se de uma doença potencialmente grave, pois a inflamação da epiglote pode obstruir mecanicamente a via aérea e provocar grande dificuldade em respirar, ou seja, um quadro de insuficiência respiratória aguda que pode determinar uma asfixia fatal, caso não se proceda ao seu tratamento adequado. A doença costuma afectar as crianças entre os 2 e os 5 anos, sendo rara após os 10 anos de idade. Geralmente, é provocada por uma infecção bacteriana iniciada noutra parte do tracto respiratório (rinite, faringite), sendo o Haemophilus influenzae o microorganismo responsável pela maioria dos casos.
Manifestações. Embora a epiglotite aguda seja, maioritariamente, uma complicação de uma rinite ou de uma faringite, o seu início costuma ser súbito e fulminante, antes de se evidenciarem os sintomas da doença nasal ou faríngea. A criança que até esse momento se encontrava bem é subitamente afectada por dores de garganta, febre elevada, rouquidão e, sobretudo, por uma intensa dificuldade respiratória. A criança não consegue engolir, pois a saliva acumula-se na boca, mostra-se muito nervosa e apresenta sinais evidentes de grande dificuldade na inspiração, com um notório esforço da musculatura respiratória, fácil de detectar pela retracção dos músculos intercostais e supraclaviculares. Caso não se efectue o seu tratamento de urgência, pode-se estabelecer rapidamente uma insuficiência respiratória fatal.
Tratamento. O tratamento deve ser imediatamente iniciado e requer o internamento hospitalar da criança: embora passe pela administração de antibióticos, com vista a combater o microrganismo causador, o mais importante é assegurar a permeabilidade da via aérea até que a inflamação ceda. Regra geral, procede-se a uma intubação nasotraqueal, mediante a introdução de um fino tubo flexível pelo nariz até à traqueia, ainda que também se possa efectuar uma traqueotomia, como alternativa, numa situação de emergência. A inflamação tende a ceder rapidamente e a intubação pode ser retirada ao fim de um ou dois dias; porém, a recuperação completa leva alguns dias, durante os quais é recomendável que a criança permaneça hospitalizada sob vigilância.
LARINGITE AGUDA SUBGLÓTICA: CRUPE
Esta forma de laringite, que afecta as crianças mais pequenas, especialmente entre os 6 meses e os 3 anos de idade, costuma ser provocada por uma infecção viral. Caracteriza-se por uma inflamação aguda da mucosa laríngea, predominantemente por baixo das cordas vocais, podendo ocasionalmente alastrar para a traqueia e para os brônquios (laringotraqueobronquite).
Tendo em conta que nas crianças pequenas a laringe é um canal muito mais estreito do que nos adultos, uma inflamação das suas paredes provoca grandes dificuldades à passagem do ar até aos pulmões, podendo obstruí-lo por completo. Trata-se de uma situação muito grave, porque pode originar um quadro de asfixia.
Manifestações. A doença costuma manifestar-se subitamente através de uma intensa dificuldade respiratória nas crianças afectadas por uma infecção das vias respiratórias superiores, sendo normalmente banal. Na maioria dos casos, costuma surgir durante a noite, provocando o despertar da criança, com o aparecimento de uma tosse típica semelhante a um latido, de rouquidão e de uma evidente dificuldade respiratória, que se intensifica durante a inspiração. As inspirações são longas, sendo acompanhadas por um ruído rude e agudo, denominado "estridor laríngeo", com um notório esforço da musculatura respiratória fácil de detectar, sobretudo pelo adejo nasal e pela retracção dos músculos intercostais e supraclaviculares. A doença, que pode ser mais ligeira ou mais grave conforme os casos, persiste entre três a cinco dias, durante os quais parece melhorar durante as manhãs e piorar ao longo das noites. Por vezes, o esforço para respirar esgota a criança, que mostra sinais inequívocos de sofrimento, e a sua respiração torna-se cada vez mais superficial. Caso a inflamação laríngea seja muito intensa, pode impedir a chegada de ar suficiente aos pulmões, o que provoca um défice de oxigenação do sangue, traduzido numa coloração azulada da pele e das mucosas, sobretudo nos lábios e extremidades. Nestes casos, se a situação não for rapidamente solucionada, a criança pode sofrer uma alteração do estado de consciência e entrar em coma, podendo morrer em consequência da asfixia.
Tratamento. Como não se pode prever a evolução da doença, impõe-se uma actuação terapêutica imediata, sempre que a situação necessitar de uma pronta intervenção. É, portanto, necessário levar a criança a um serviço de urgência. Enquanto se aguarda pela ajuda profissional, é fundamental manter um ambiente tranquilo e evitar que a criança chore, pois estará muito assustada e tanto o choro como o nervosismo podem agravar a dificuldade respiratória. Também é conveniente que a criança respire num ambiente húmido (por exemplo, no banho, ao deixar correr a água do duche).
Quando a criança já estiver sob vigilância médica, deve-se recorrer administração de potentes anti-inflamatórios corticosteróides, de modo a diminuir a inflamação laríngea e solucionar a obstrução da passagem de ar para os pulmões. Nos casos ligeiros ou moderados, o tratamento pode efectuar-se na própria casa; contudo, nos casos mais graves, é necessário o internamento hospitalar. Por vezes, a administração de fármacos não é suficiente para assegurar a passagem de ar para os pulmões, o que implica a realização de uma intubação traqueal, ou seja, a introdução através da boca ou do nariz da criança de um tubo plástico flexível que atravessa a laringe até a traqueia. Em alguns casos, a inflamação laríngea é tão grande que é necessário proceder-se a uma traqueostomia, ou seja, a uma incisão na traqueia, através do pescoço, de modo a introduzir directamente uma cânula no seu interior e permitir que o ar aceda aos pulmões. A criança deve permanecer internada, sob constante vigilância, até que a inflamação ceda e se possa retirar o tubo, o que pode levar dois ou três dias.
LARINGITE CRÓNICA
A laringite crónica corresponde a uma inflamação persistente da mucosa laríngea, às vezes com muitos anos de evolução, normalmente provocada por infecções agudas repetidas. Afecta essencialmente as pessoas que estão em constante exposição a factores irritantes: tabaco, álcool, ambientes repletos de fumo, pó e vapores irritantes, abuso ou má utilização da voz... A inflamação provoca, além de uma tumefacção da mucosa laríngea, uma abundante produção de secreções, factores responsáveis pelas manifestações.
Tipos. Na maioria dos casos, trata-se de uma laringite crónica, na qual o problema apenas se evidencia, sem gerar alterações no epitélio da sucosa laríngea. Todavia, noutros casos, a inflamação crónica provoca uma modificação do dito epitélio, originando outros tipos de doença. De facto, é possível que o epitélio sofra um desenvolvimento exagerado e anómalo, o que caracteriza a laringite crónica hiperplásica. Por vezes, transforma-se num epitélio queratinizado, no qual as suas células produzem queratina, uma proteína dura própria da superfície cutânea ou das unhas; nestas circunstâncias, a doença denomina-se laringite crónica hiperqueratósica. Esta distinção é muito importante, pois considera-se que tanto a laringite crónica hiperplásica como a hiperqueratósica apresentam uma predisposição para o desenvolvimento de um cancro da laringe, enquanto que a laringite crónica raramente sofre malignização.
Manifestações. Seja qual for o seu tipo, a doença provoca sintomas típicos que se manifestam de maneira mais ou menos progressiva: rouquidão persistente, sensação de incómodo na garganta que incita a expectoração e uma tosse seca duradoura. A evolução depende bastante da origem da doença, tendo em conta que o problema se pode prolongar ao longo de meses ou anos sem que o factor causador seja eliminado, chegando a manter-se de maneira contínua durante toda a vida, caso não se actue de forma eficaz. O principal perigo corresponde ao eventual desenvolvimento de um cancro da laringe.
Tratamento. A medida terapêutica básica corresponde a eliminação do factor causador: deixar de fumar, reduzir o consumo de álcool, evitar o abuso da voz, aprender a controlá-la com a ajuda de um terapeuta da fala e tomar as medidas apropriadas para evitar a exposição a substâncias irritantes presentes na atmosfera do ambiente laboral. Esta é a única forma de solucionar o problema e evitar complicações a longo prazo. O médico pode receitar medicamentos para atenuar os sintomas, mas apenas como medida complementar à eliminação do factor causador.
CAUSAS NA LARINGE QUANDO OBSTRUIDA POR CORPOS ESTRANHOS
Laringe - obstrução por corpos estranhos
CAUSAS
O problema pode surgir simplesmente quando um pedaço de alimento, em vez de ser engolido com normalidade e continuar o seu percurso pelo aparelho digestivo, é desviado para as vias respiratórias. Na deglutição, a epiglote movimenta-se e cobre a laringe, impedindo a entrada dos alimentos, mas este reflexo pode falhar se ao engolir é efectuada uma inspiração profunda, por exemplo, ao rir enquanto se come. Como é óbvio, qualquer objecto de pequenas dimensões que se leve a boca pode acidentalmente ter o mesmo destino. Este tipo de acidente dá-se com frequência nas crianças, sobretudo entre o primeiro e o terceiro ano de vida, quando são muito curiosas e não hesitam em levar à boca tudo o que encontram.
Nos adultos, o corpo estranho pode ser um pedaço de alimento, mas também qualquer pequeno objecto que se ponha momentaneamente na boca enquanto se realiza uma tarefa que requer a utilização de ambas as mãos (uma tampa ou uma rolha, por exemplo), sendo igualmente possível a entrada de uma prótese dentária.
SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS
Sempre que um objecto penetra na laringe, consoante a sua forma e tamanho, pode ficar encravado no interior ou passar para a traqueia obstruindo-a; pode igualmente penetrar na árvore brônquica. Caso o seu tamanho seja muito reduzido e com poucas arestas, é possível que chegue até algum brônquio, o que, apesar das graves consequências, não provoca a obstrução total da passagem de ar até aos pulmões, pois pelo menos um e normalmente parte de outro permanecerão a funcionar com normalidade. Por outro lado, caso o objecto fique apenas parcialmente retido na laringe ou na traqueia, mesmo quando se sofre de uma sensação de angústia, a vítima continuará a respirar e, provavelmente, irá sofrer um ataque de tosse, um reflexo destinado a libertar os obstáculos da via aérea, apesar de por vezes não o conseguir.
Todavia, caso o corpo estranho obstrua totalmente o canal, pode impedir a chegada de ar aos pulmões e produzir uma situação de asfixia.
De início, a pessoa permanece consciente, mostrando-se ansiosa e agitada em virtude da impossibilidade de falar; posteriormente, fica pálida e com suores, o seu pulso acelera e começa a explicar o que lhe aconteceu, elevando as mãos à garganta e gesticulando. Caso a asfixia se prolongue, a falta de oxigenação origina cianose, ou seja, a coloração azulada da pele e das mucosas, sendo particularmente perceptível nos lábios e nas extremidades, provocando finalmente a perda de consciência. A vida encontra-se em grave perigo e apenas uma intervenção urgente pode evitar a morte.
Nas mãos de um médico, a situação pode resolver-se com a extracção do corpo estranho: se este estiver localizado na primeira parte da laringe, pode ser removido simplesmente com pinças; porém, se se encontrar mais abaixo, são necessários instrumentos mais complexos. No entanto, para além do profissional contar com os instrumentos necessários, o essencial é chegar a tempo. Por isso, e como a situação não admite qualquer atraso, o mais provável é que a vida da vítima dependa da acção imediata de uma testemunha do acidente, a qual se deve converter num socorrista improvisado.
PRIMEIROS SOCORROS
Caso a obstrução seja parcial e a vítima possa inalar ar suficiente para tossir, deve-se aguardar algum tempo antes de agir, pois normalmente a tosse consegue expulsar o corpo estranho. No entanto, se a tosse não surtir efeito ou se a obstrução for total, deve-se agir de imediato e solicitar ajuda médica sempre que se suspeitar que a situação pode não ser solucionada apenas com os primeiros socorros. É possível o recurso a duas técnicas: a percussão torácica e a compressão abdominal.
Percussão torácica. A primeira tentativa de ajuda consiste na aplicação de golpes nas costas da vítima, entre as omoplatas. Se estiver consciente, a manobra pode ser efectuada com a vítima de pé ou de preferência numa posição sentada e inclinada para a frente, com a cabeça entre os joelhos. Se estiver inconsciente terá que se colocar a boca para baixo. Em algumas situações, é possível expulsar o objecto das vias respiratórias com enérgicas palmadas; caso contrário, terá que se passar à manobra seguinte.
Técnica da compressão abdominal. Esta técnica, conhecida como manobra de Heimlich, baseia-se na realização de uma brusca compressão no abdómen da vítima, de modo a elevar o diafragma e provocar indirectamente um aumento de pressão nos pulmões, gerando uma súbita corrente de ar na via aérea capaz de remover o corpo estranho e expulsá-lo para o exterior. Caso a vítima esteja consciente, de pé ou sentada, o socorrista deverá colocar-se, em primeiro lugar, por trás desta e passar os braços por baixo das suas axilas. Em seguida, deve colocar o punho na linha média do abdómen, por cima do umbigo, com o polegar dirigido para a parede abdominal, e colocar a outra mão aberta sobre o punho. Depois de deixar que o tronco da vítima se incline para a frente, deve-se efectuar uma brusca compressão para dentro e para cima; caso não se tenha sucesso na primeira tentativa, terá que se repetir a manobra até a remoção do corpo estranho. Se a vítima estiver inconsciente e não for possível colocá-la numa posição em que se mantenha sentada, a manobra pode ser realizada deitando-a de barriga para cima sobre uma superfície plana e dura. O socorrista deverá colocar-se de joelhos ao nível das coxas da vítima, de modo a olhar para a sua cara, e colocar as mãos cruzadas sobre o abdómen, com os braços estendidos, para que a sua brusca inclinação para a frente seja suficiente para efectuar a compressão.
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